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LUTA TAPUYA
Os Tapuya, habitantes dos municípios de Rubiataba e Nova América e um dos três últimos remanescentes de nações indígenas de Goiás, iniciaram mais uma batalha para recuperar o cemitério onde estão enterrados seus antepassados e vive parte de sua história. Hoje, o local, ocupado por 12 famílias de posseiros, transformou-se em lavouras. A área ficou fora da terceira e última demarcação, realizada em 1991, mas os Tapuya afirmam que a medição foi tendenciosa e encomendada.

AVES DO PANTANAL CANTAM EM CD
O ornitólogo Jacques Vielliard, da Unicamp, lançou o CD Aves do Pantanal, que traz o canto de 68 espécies da região e tem duração de 1h15. O trabalho faz parte de uma coleta que já tem 15 mil fitas gravadas e quatro CDs com 276 espécies brasileiras. Para apreciá-lo, o pesquisador recomenda não ouvir o disco de uma vez, mas aos poucos. Logo, o ouvido do interessado vai estar afinado, garante. Para gravar a estratégia usada é a do playback, ou seja, o pássaro é atraído pela gravação do seu próprio canto. Pedidos podem ser feitos pelo telefone 19-788-8567 ou pelo e-mail amazilia@uol.com.br.

CANÁRIO-SEM-TERRA
Canário-da-terra Dados das autoridades de Goiás mostram que os pássaros mais apreendidos com traficantes de aves no Estado são o curió, o bicudo, o pássaro-preto e, principalmente, o feliz e cantador canário-da-terra (foto ao lado). Conforme o apurado, o destino deles é o eixo Rio-São Paulo.

SANTUÁRIO AMAZôNICO
Um imenso e preservadíssimo nicho ecológico foi descoberto recentemente no alto do Rio Envira, no Acre. Ali vivem tartarugas gigantes, pirarucus, macacos, veados e inúmeros bichos ameaçados de extinção. Por causa da raridade do santuário, o Ibama está mantendo a localização exata em sigilo.

PEIXES SOMEM DO VELHO CHICO
O resultado de uma expedição realizada pelo engenheiro Jurandir Rosa Lima pelo Rio São Francisco mostra que o alargamento do leito causado pelo assoreamento e os projetos de irrigação artificial ao longo de suas margens estão acabando com o volume de água. O primeiro sinal visível é dados por um grupo de pescadores ribeirinhos: há dez anos tirava-se 200 quilos de peixe por dia e hoje chega-se no máximo a 30.

É RÃ, SIM, UAI
Por ironia da natureza, justamente em uma das maiores metrópoles brasileiras, Belo Horizonte, Minas Gerais, foi encontrada uma espécie de rã ainda não identificada nos meios científicos. A descoberta foi da bióloga Luciana Barretos, que batizou o bicho com o sugestivo nome 'Hylodes uai'.

FÔLEGO DE ONÇA
Maior e mais ameaçado carnívoro das Américas, a onça-pintada tem novos aliados na luta contra sua extinção. Pesquisadores da Universidade de São Paulo já conseguiram produzir em laboratório seis embriões da espécie.

ORQUÍDEAS CLONADAS
O Laboratório de Fisiologia Vegetal da Universidade de São Paulo está clonando as orquídeas Phalaenopsis e Dendrobium. Ambas são asiáticas e de difícil multiplicação por causa das variações genéticas. Além do objetivo científico, outro motivo da pesquisa é que a Phalaenopsis é uma das plantas mais vendidas no mundo.

COLORINDO ARTIFICIALMENTE
Pegar uma pedra incolor, dar-lhe uma cor marcante e assim valorizá-la. Esse é o trabalho que a Universidade Federal de Ouro Preto vem fazendo por meio de processos termoquímicos. A tecnologia, em fase de desenvolvimento, dá ótimos resultados. Enquanto o quilate de um topázio incolor, por exemplo, vale até 1,5 dólar, o topázio azul sai entre 2,5 e 5 dólares e o topázio laranja varia de 5 a 10 dólares.

PRATOS BRASILEIROS
A diversidade e a criatividade das diversas cozinhas regionais brasileiras foram pesquisadas pelo economista Paulo Alves de Lima que constatou que os cozinheiros tupiniquins souberam dar personalidade às suas criações, desde os tempos do Brasil Colônia. As especiarias, temperos exóticos e frutas então desconhecidas trazidas pelos portugueses da África, Índia e China foram assimilados, abrasileirados e aliados à fartura nativa para formar novos pratos e ainda apresentar ao mundo o fabuloso uso culinário de coisas como o azeite de dendê, o leite de coco e o feijão.
Ao mesmo tempo, misturando elementos africanos, indígenas e sertanejos, uma outra cozinha se expandiu. Da soma nasceram, entre outras estrelas, bobó de camarão, acarajé, pato no tucupi, galinha no quiabo, carne de sol, arroz com pequi, pamonha, tutu à mineira, feijoada, farofa e doces, muitos doces. Agora, a pesquisa está sendo transformada em uma série de documentários, com argumento e direção de Ricardo Miranda - ex-assistente de Glauber Rocha.

COZINHA MINEIRA PARA TODOS
Um dos maiores atrativos do turismo rural, segundo pesquisa da associação mineira do setor, é a culinária. Baseado nisso, a entidade está lançando o videocurso "Cozinha Mineira para Restaurantes, Hotéis-Fazenda e Gourmets", que sai por cerca de 90 reais. Pedidos pelo e-mail suporte@cpt.com.br.
Outro lançamento, que sai pelo mesmo forno, é o livro "História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha" (New Design, 180 páginas, 75 reais). Nele, com a ajuda da filha e historiadora Márcia Nunes, a cozinheira Maria Lúcia Clementino, proprietária da rede de restaurante Dona Lucinha, conta 300 anos de história através de receitas e refeições.

A VOLTA DE LANGSDORFF
No Caminho da Expedição Langsdorff é o livro de arte com textos, fotos e reproduções de pintura que a artista plástica Adriana Florence está lançando. A moça é descendente dos pintores franceses Hercule Florence e Adrian Taunay, que acompanharam o barão russo Langsdorff, em parte de sua expedição pelo interior brasileiro. A expedição, realizada entre 1821 e 1829, tornou-se uma das mais importantes da história do País. Aquisições pelo telefone 11-3097-0465 ou e-mail grifa@grifa.com.br.

SERTÃO XILOGRAVADO
Os desenhos e ilustrações em xilogravura do mineiro Arlindo Daibert acabam de chegar ao grande público em forma de livro, sete anos após a sua morte. A iniciativa é das editoras das universidades federais de Juiz de Fora (sua terra natal) e de Minas Gerais, que lançaram "Imagens do Sertão, Arlindo Daibert". A obra é a primeira de uma série e retrata a interpretação do artista sobre "Grande Sertão, Veredas", de Guimarães Rosa (figura ao lado). Além dela, Daibert 'xilogravou' os livros "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carrol, e "Macunaína", de Mário de Andrade.