O MUNDO PRETO-E-BRANCO |
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Uma série inédita de desenhos 'alegrinhos' do artista
Marcelo Solá desenha desde a infância e, provavelmente, devia encher de cores seus rabiscos, ao contrário de hoje, aos 31 anos, em que o seu mundo (isto é, a sua arte) é preto e branco. O artista é radical: ou coloca todas as cores ou retira todas. Em sua obra - desenhos e instalações que convidam à reflexão - o preto representa a ausência total das cores e o branco a soma de todas elas. É Yan e Yin. Seu trabalho é um círculo, mas em linhas retas. Está refletido desde as primeiras oficinas,
realizadas com internos do hospital psiquiátrico Adalto Botelho, no movimento artístico mezzodark-mezzomuzzarela chamado Restos da Cultura Proibida, ambos em Goiânia; depois, vai estar em diálogos subjetivos com Jean Dubuffet até chegar a Bienal de São Paulo de 2002.
No meio desse caminho todo, Solá parou um dia, no início dos anos de 1990, para fazer ilustrações para o jornal Catique da Leréia , do Projeto Aldeia Juvenil, também na capital goiana. É essa série, que mostra um Marcelo alegrim, bem-humorado e quase desconhecido (mas... preto-e-branco), que a Altiplano apresenta com exclusividade nesta e na próxima página.
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