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Na foto ao lado,
frutos do pequi nas primeiras semanas de crescimento
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Nada causa tanto rebuliço nas matas do cerrado. É um festival culinário, econômico e cultural
O pequizeiro é uma árvore do cerrado. Das chapadas nasce, cresce e frutifica, apesar da hostilidade da terra e dos homens.
É como as aves do céu, os peixes dos rios, como pastagens nativas como todos os frutos silvestres.
Não tem dono certo. Dono é quem os colheu, os caçou e pescou. ( "É tempo de pequi cada um cuida de si"- velho ditado sertanejo).
Por isso é que quando o pequi começa a soltar os frutos, os campos se povoam de mulheres, homens e crianças. O convite se espalha. Os moradores próximos do pequizeiro levantam cedo. Três, quatro horas da madrugada. Os frutos sazonados caem durante a noite.
Um pequizeiro pode produzir até seis mil frutos, que vão amadurecendo paulatinamente e caindo... Quem chega primeiro pega maior número.
Há quem emprega certos ardis para afugentar os concorrentes. João Cocá por exemplo, morador dos Matinhos, que podia chamar Pequilândia, é mestre em imitar rastros de onça nas areias e conta mesmo que viu a gata rondando...
Algumas famílias, porque morando distante, mas bem integradas ao ciclo do pequi, mudam-se com armas e bagagens para dentro do pequizal, improvisando moradias de palhas de pindoba, e ali, permanecem toda a safra, de janeiro a março, realizando, toda a série artesanal do pequi-colheita, venda do fruto no mercado, produção do óleo de polpa, extração da castanha para paçoca e óleo branco, fabricação de sabão - três meses de atividade, alegria e fartura.
-A Lenda do Pequi
-A Tecnologia de Reprodução
-Culinária Amarela
-Receituário Sertanejo
-Festa para o Fruto Dourado
-O Mais Generoso Fruto do Cerrado
Texto de Hermes de Paula, da Festa Nacional do Pequi, realizada anualmente no mês de fevereiro em Montes Claros , Minas Gerais
Altiplano.com.br (Goiânia, Goiás, Brasil, 2001)
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