PEQUI, O MAIS GENEROSO |
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Maria do Socorro Sales Barbosa
A primeira espécie ocorre com mais freqüência do centro-sul de Goiás ao Mato Grosso do Sul, as plantas atingem até seis metros de altura, têm folhas largas e frutos arredondados de até dez centímetros de diâmetro. A segunda espécie é mais freqüente na bacia do médio Rio Tocantins e na vertente oeste do Rio São Francisco (oeste da Bahia, oeste e norte de Minas Gerais). A planta é maior que a primeira espécie e os frutos também. Em ambas, a castanha é recoberta por um invólucro rico em espinhos pretos e finos. O invólucro é revestido por uma polpa amarelada (às vezes mais esbranquiçada), pastosa, farinácea, oleaginosa e rica em vitamina A e proteínas. As populações indígenas e caboclas (neobrasileiras) têm utilizado o pequi de diversas maneiras: produção de óleo comestível, preparo de pratos e fabricação de licores e sabões. Confira no receituário sertanejo.
-Receituário Sertanejo: de Comida a Sabão Foto de Paulo J. Altiplano.com.br (Goiânia, Goiás, Brasil, 2001) |