O CASAMENTO DA
EXIBICIONISTA E O VOYEUR

Internet junta fome com vontade de comer

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Nas fotos desta
página,
reproduções de sites para
voyeurs



Uma das mais expressivas manifestações que soma internet, webcams e correio eletrônico nos últimos tempos tem sido o perfeito e sonhado casado do exibicionismo com o voyeurismo. São centenas de mulheres de todas as idades e perfis, que explícito ou escondidamente, realizam a fantasia de se exporem a desconhecidos ou conhecidos mesmo, através de câmeras conectadas à rede, normalmente instaladas em seus quartos, onde fazem streap-tease parcial ou total, se masturbam, ora fazem sexo e às vezes simplesmente tomam sorvete.

Michele, 18 anos, é uma brasileira que se expõe de tempos em tempos. O nome é fictício, mas a idade ela garante que é verdadeira. Para isso, cria uma conta de correio eletrônico exclusiva e uma página com suas imagens e links em sites que oferecem hospedagem grátis. O passo seguinte é enviar e-mails a malas diretas particulares ou naquelas obtidas em sites de serviços. Como em sua apresentação destaca que adora sexo anal, a caixa de entrada logo entulha de propostas e, então, é hora de retirar o site do ar.

Com freqüência, essa hora vem antes. Quando, por exemplo, o endereço chega a alguém da família ou da escola e vira escândalo ou assunto público. Michele esclarece que não aceita nenhuma das propostas, pois seu prazer é o exibicionismo de um lado e o poder de mexer, explica ciente, com uma fantasia fortíssima dos homens, de outro lado.

Outra fantasia que tem audiência garantida é supostos ou verdadeiros maridos anunciarem que estão colocando suas esposas nuas para todo mundo ver. Se ele convidar uma terceira pessoa para participar, mais audiência ainda. Espiar um casal conhecido parece ser uma impagável realização de desejo para amigos, colegas de trabalho e parentes tarados.

Ana acredita que enlouquece os homens - e também mulheres, conforme medem os e-mails de retorno - apenas chupando pirulitos e lambendo sorvetes. Um de seus momentos mais aplaudidos é quando ela passa levemente o pirulito no bico do seio e a língua nos lábios e depois chupa o pirulito e acaricia o seio. Não vamos falar aqui do que ela faz com o sorvete. Para seus fãs, é passaporte para o paraíso. Ela se diverte com isso, mas faz tudo escondido. Bem, mais ou menos escondido porque seu principal disfarce é a peruca que muda a cor dos cabelos. Sua boca parece ser única e indisfarçável e o seu quarto também.

Já garotas como Carol são pagas para isso. O negócio é gerar audiência para sites que vão se abrir a partir da página onde ela vai fazer streap. Aqui, a coisa é mais picante porque ela vai convidar namorados e amigas para brincar em frente à webcam. Não raro o resultado são cenas de sexo explícito, sobretudo oral.

Como Michele, Ana e Carol, tem a Paula, a Raquel e tantas outras. Bonitas ou nem tanto, magras ou gordas, de cores e tipos diversos, todas elas têm público. Curiosidade, bisbilhotice, prazer, fantasia, voyeurismo, exibicionismo? Tudo. E, tal qual santinho de candidato e anúncio de vidente recém chegada da Bahia, se você ainda não recebeu um e-mail delas ainda vai receber. É uma questão de tempo e de estar na rede, um destino que a internet lhe traçou. (Paulo José)


Imagens capturadas na rede em dezembro de 2002
Altiplano.com.br (Goiânia, Goiás, Brasil, 2003)