AS PARANÓIAS DA DIREITA
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se você não está sendo perseguido

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Chegou em agosto deste ano pelo correio eletrônico. Assunto: novas táticas revolucionarias e como prevenir-se. Trata-se da propaganda de um informe de cunho direitista que acabava de ser lançado. Nome inteiro da peça: "Táticas revolucionárias atuais: espontaneidade aparente e articulação 'invisível' rumo à anarquia". Na mesma linha, outros trabalhos, que igualmente mostram uma certa desorientação da direita, são apresentados: "A Nova Fase dos Movimentos Anti-Globalização" (também de agosto), "Fórum Social Mundial: Laboratório da Revolução" (lançado em fevereiro deste ano) e "Enigmas, Perplexidades e Interrogações em torno da Eco-92" (lançado em junho de 1992).

Síndrome de perseguição? Ou paranóia mesmo? Abaixo, a lista de monstros que esse pessoal tem visto atualmente, segundo o informativo deles:

1* As táticas revolucionárias atuais constituem uma chave indispensável para compreender em profundidade o zigue-zagueante e caótico panorama político do século 21, sem às quais o observador político correrá o risco de perder-se num emaranhado de hipóteses interpretativas.

2* Uma característica fundamental dessas táticas revolucionárias na América Latina, Estados Unidos e Europa é a de apresentar às mobilizações contestatárias uma aparência de espontaneidade, como se estas não contassem com a articulação e auxílio de ativistas especializados em psicologia e engenharia social.

3* Trata-se de cobrir com esta aparência de espontaneidade tanto os movimentos "sem terra" ou "sem teto" do Brasil, quanto os "piqueteiros" argentinos, os "indigenistas" mexicanos ou equatorianos, os movimentos pseudo "pacifistas" ou "anti-globalização" da Europa e Estados Unidos, o "novo lumpen", a "flash mob", etc.

4* Na realidade, por detrás de boa parte de tais movimentos, que atuam dessa maneira aparentemente natural, existem "redes" revolucionárias articuladas "horizontalmente" que valem-se de táticas "liliputianas" e de "invisibilidade", o que contribui para fazê-las passar desapercebidas aos olhos da maioria das pessoas. Seus membros utilizam poderosos instrumentos de psicologia social, de sociologia, de publicidade, etc., e valem-se do caos como estratégia para conseguir a desconstrução do pensamento, rumo a uma sociedade comuno-anárquica.

5* É preciso conhecer o instrumental teórico-prático destas estratégias, desde a Eco-92 do Rio de Janeiro até o Fórum Social Mundial, de Porto Alegre, e o que esperam delas o ditador comunista Fidel Castro, os líderes do Movimento Sem-Terra, do Brasil, etc.



Ilustração: arte sobre O Grito, de E. Munch
Altiplano.com.br (Goiânia, Goiás, Brasil, 2003)