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Paulo José
Em seu segundo mandato seguido como prefeito de Goiânia, o peemedebista Íris Rezende consolidou uma marca política: a falocracia. Em outras palavras, o culto ao falo ou o falo para todos. Já na estréia de seu primeiro mandato, em 2002, a logo adotada foi e continua sendo uma seta indicando a direita - um falo vermelho estilizado (quadradinho 'Prefeitura Goiânia').
A seguir, vem a construção da cobertura do mercado aberto da Avenida Paranaíba, no Centro, onde 14 enormes falos apontam para os céus do planalto goiano (foto ao lado).
Mais recentemente, foram inaugurados outros dois monumentos ponteagudos: o da Praça do Ratinho (abaixo) e do viaduto da avenida 85 (abaixo à esquerda), que são tanto falos quanto chifres - esses, parece, em homenagem
às duplas sertanejas que, junto da muierada bonita, ajudam a fazer a fama de Goiânia. Os projetistas dizem que são marcos orientados para pontos cardeais. Visões diferentes.
O falo é a representação do pênis, adorado pelo antigos como símbolo da fecundidade da natureza. Falóforo era o sacerdote grego que carregava o falo em dias de festa ou procissões. Falofórias eram as festas pagãs em honra ao falo. É o que define o dicionário Aurélio.
Já Gustav Jung informa que o falo foi venerado como fonte de vida e de libido, criador e taumaturgo. Porém as razões, conscientes ou não, da burgomestria goianiense para tais manifetações são desconhecidas.
Nessa Goiânia pré-moderna, moderna e pós-moderna - em que a "identidade tombada" é art decò -, tais expressões representam mais o desejo de criar de qualquer jeito novos cartões-postais do que a uma intenção estética. Sabendo-se que o tempo não tem memória nem reconhece ninguém, é o caso de antes aparecer do que desaparecer. Ou o tradicional "falem mal, mas falem de mim".
Publicado por
Altiplano.com.br Goiânia, Goiás, Brasil - Março/2010
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