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Lembranças de Faina e de Marzagão
(Setembro/2007) -
Uma lembrança é uma maneira de parar o tempo, marcar um lugar, materializar um momento e homenagear alguém. "Estar em tal lugar e lembrar-me de você" é um gesto de amizade, consideração e desprendimento. E gostamos tanto de nós mesmos que criamos, brasileiramente, a lembrancinha, que se divide entre os amores, amigos, parentes e colegas prediletos e a nossa própria casa.
Em geral, as lembranças fazem parte dos pontos turísticos, na forma de artesanato, artes, camisetas, chaveiros, rendas e incontáveis outros objetos, mas quando o lugar não é turistico, o que fazer para ser lembrado?
Lembranças, é claro. Afinal, não importa onde você esteja, você está sempre em algum caminho. É pensando assim que artesãos de cidades "de passagem" (quantos lugares de passagem você conhece?), como Faina, a 225 km a noroeste de Goiânia, e Marzagão, a 217 km a sudeste, fabricam seus souvenirs. Não está na Constituição, mas todo lugar tem direito a ser lembrado. São dois exemplos de tantos.
Faina, com 7 mil habitantes, está entre dois dos mais conhecidos pontos do turismo no Estado: a Cidade de Goiás e Aruanã, às margens do Rio Araguaia. Marzagão, com 2,5 mil habitantes, quase na divisa com Minas Gerais, se autoproclama "Portal de entrada das águas quentes", em referência à sua proximidade com as termais Caldas Novas e Rio Quente.
A lembrança de Faina é um porta-caneta feito de tubos de jornal enrolado e envernizado; a de Marzagão é uma pintura de acrílico sobre madeira. Custam no máximo dez reais. O que as diferencia é sua raridade e o desafio de encontrar no mapa a cidade lembrada.
Texto e fotos: Paulo José
Publicado por
Altiplano.com.br Goiânia, Goiás, Brasil - Setembro/2007
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